Colar de prata roubado

1 Comment »

Isadora Couto



Em uma rodoviária do litoral brasileiro, observei uma cena que me colocou para pensar. Um homem de uns 35 anos tentava vender um único colar, garantindo que era de prata verdadeira. Todo mundo sabia que era roubado. Acompanhada de seu filho adolescente, uma mulher que usava roupas humildes analisou o colar e acabou levando a peça por 10 reais.

Aquilo estava errado. Em toda a minha formação, aprendi que roubar é errado, que financiar o roubo é errado. Mas fiquei de mãos atadas. O que eu poderia dizer? Que alguém pode ter aquela corrente e seu filho não? Que eles não são merecedores de tais adornos? Que alguém trabalhou duro por aquele colar e ela não? Eu deveria também emendar uma lição sobre o porquê ela estava viajando de ônibus enquanto tantos outros viajavam de avião?

Aprendemos a julgar esse tipo de delitos sem antes entender o que leva as pessoas a cometerem-nos. Foi o mesmo processo com a divulgação do vídeo de uma mulher que gostaria de comprar uma calça de 300 reais para sua filha, usando o dinheiro do programa Bolsa Família. No Brasil (e em diversos outros países), acreditamos que a classe média merece mais que a população carente. Que só nós, estudantes de ótimas universidades, frequentadores de ótimas baladas e herdeiros de negócios da família, merecemos uma calça da Calvin Klein.

É tão fácil compreender esse tipo de injustiça que na época do sucesso do vídeo desacreditei na boa vontade dos meus contatos do Facebook. Ora, basta questionar: uma médica, uma advogada ou uma engenheira realmente trabalha mais que uma lavradora ou uma funcionária doméstica?

American Way of killing

No Comments »

Isadora Couto


4 milhões de vietnamitas. 140 mil em Hiroshima. 80 mil em Nagasaki. Qual o maior vilão do mundo? Hitler!


Qual o mecanismo usado pelos Estados Unidos? Que tipo de força conseguiu apagar a memória cotidiana do mundo sobre as vítimas de seus ataques? Como conseguem restaurar tão facilmente o papel de coitado? Descobrir as técnicas de publicidade usadas pelos funcionários da Casa Branca seria um grande acréscimo intelectual, mas dá medo. Digamos que o estudioso ou infiltrado nos meios seja tão egoísta quanto as autoridades estadunidenses: uma vez em posse de mecanismos tão efetivos, nada o impediria de transformar o mundo na Oceânia de George Orwell.

Teoria radical? Sim, com toda certeza. Afinal, aprendi que precisamos estabelecer contrapontos. Não seria o extremismo um contraponto ideal para as milhares de vidas que terminam radicalmente, até mesmo subitamente, em combates frívolos, por questões econômicas e ideológicas? Se querem chamar de mirabolante ou conspirador as teorias do filme Zeitgeist, por exemplo, tudo bem. Entretanto, não sei o porquê a ideia de que o próprio Estados Unidos exterminou 3.278 vidas nos ataques de 11 de Setembro seja tão incrédula, visto que o mesmo país não hesitou em dizimar toda a população de duas cidades japonesas.

Confesso que vocifero com muito mais fundamentos nos sentimentos do que no conhecimento. E se você é um grande conhecedor da causa, faça o grande favor de expor sua opinião. Posso ser cruel, mas não consigo tratar os judeus como as vítimas desse mundo, pelos não poucos 6 milhões de mortos na Alemanha nazista. O genocídio merece sim espaço na nossa memória, supostamente para que algo assim não se repita. Entretanto, o que acontece é estarrecedor: os injustiçados de outrora se aliaram aos grandes para torturar a Palestina.

"Saia é bom" e outras histórias

No Comments »

Filipe Nunes


Por algum tipo de milagre extra-terreno, não recebi nenhuma injúria ou xingamento no dia em que participei do USP de Saia. Não fui nos eventos na USP como o Quinta i Breja, mas passei o dia todo de saia, andando pra cá e pra lá pelas ruas, resolvendo o que tinha que resolver. O máximo que recebi foram olhares que diziam “muleque estranho” ou “bixinha” ou talvez “que otário, ou acha que é mulher ou acha que está na  Escócia”, em contraste houve até alguns olhaves do tipo “hmmm, nada mal” e “ué? porque não né”. Outros alunos, porém, passaram um dia inteiro escutando vituperações no campus.

No mesmo dia, porém a 1000 Km de distância, a situação foi menos tranquila. Um protesto organizado por estudantes contra o aumento da passagem de ônibus em Goiânia foi cruelmente combatido pela PM. Gás lacrimogênio foi jogado contra protestantes, trabalhadores e idosos que esperavam ônibus no terminal; policiais bateram na multidão com pedaços de pau encontrados no chão; um garoto teve queimaduras no joelho por ter sido arrastado no asfalto; uma criança de dois anos levou um tiro de 9mm (caso queira mais informações sobre os acontecimentos, sugiro que você entre aqui, aqui e aqui).

Independente da gravidade dos assuntos e das repercussões, ambas foram ações diretas, que atraíram olhares de vários desavisados e pretendiam mudanças de alguma forma. A chamada manifestação, presente desde os primórdios da vida política das sociedades. Quem esteve presente e participou acabou aprendendo uma série de conceitos e atitudes que passam batido para os que ficam em casa.

No meio da tarde de meu dia de saia, uma mulher veio em minha direção com intuito de perguntar alguma coisa; era uma idosa, com rosto bem redondo e algumas verrugas, manchas de sol e marcas de expressão, estava ofegante.

- Meu filho, acabei de voltar do Hospital Universitário. Me recomendaram um exame do coração e fui fazer, agora estou muito cansada, você não teria um dinheirinho para um lanche ou pro transporte?

Infelizmente, estava tão duro quando a senhora.

- Não tem problema meu filho. Te perguntei mesmo foi por causa da saia. Meu filho quando tinha 16 17 anos usava muito, lembrei dele. Usa mesmo. Saia é bom.

A senhora provavelmente não sabia das manifestações do USP de Saia, não estava preocupada com isso, faltava-lhe o dinheiro da mesma forma que faltava-lhe preconceitos. Um pensamento simples como “Saia é bom” é apenas o que eu queria ouvir para usar a peça como parte de meu guarda-roupa pelo resto da vida.

A idosa também me fez refletir sobre a atitude de certos jovens sobre as constantes mudanças de pensamento da época que vivemos. Me parece que a adolescência não têm mais o papel de fomentar e apresentar novidades e sim se distânciar delas como quem foge de problemas da vida adulta. Juventude não é mais uma procura por aventura, diferenciação, mas sim de estabilidade. E uma pessoa de idade, interessantemente, teve que se arriscar para fazer um exame do coração; mas ela não se importa, pois pode pedir dinheiro para um garoto que a lembra de seu filho. Para mim, uma atitude quase beatnik, viver montando histórias.

Aposto que os que participaram dos protestos contra aumento das passagens conversaram de forma parecida com as pessoas que estavam esperando o ônibus para finalmente voltar para suas casas e almoçar (ou o contrário, começar o dia de trabalho). Pessoas que foram violentadas, pelas autoridades políticas, pelas tropas de choque e por jovens delirantes no Facebook. Pessoas com pensamento tão variado que estariam junto com os protestantes espalhando o caos e expurgando ideologias revolucionárias pelos ares se não precisassem chegar cedo no trabalho ou esperar longamente por um 020 lotado.

Me sinto um pouco chateado por não ter ido nem ao protesto em Goiânia nem ter interagido com os meninos de saia na USP. É quase contradizer todo o resto de meu texto, mas foi o que aconteceu. Mas, bom, reajuste aqui em São Paulo se aproxima e minha saia está aqui. Além disso, tenho em mente as pessoas deste mundo e as reflexões de outro.


Meu autoajuda: como conseguir um estágio

5 Comments »

Isadora Couto

Nessa semana, fui a campo pesquisar sobre os processos seletivos de estágio para escrever uma reportagem temática que meu professor pediu. Acredito que poderia ter apurado melhor para realizar a matéria, mas algumas informações que eu descobri foram bem relevantes para entender os critérios de seleção de um candidato. Como a maioria dos leitores são meus amigos e estão na mesma fase que eu, é possível que o conteúdo seja pertinente para vocês. Se for ou não, me avise. 

Sei que a formação voltada para o mercado de trabalho é péssimo. Nós realmente precisamos focar mais nas atividades acadêmicas e se preocupar com o conhecimento. Além de que muitas empresas buscam estagiários para realizar uma atividade de um jornalista pela metade do preço. Também tenho nota de que o ingresso no estágio vem por efeito cascata, ou seja, se uma pessoa já está contratada, a outras começam a procurar uma vaga. Entretanto, como eu já faço um curso sem legitimidade e desvalorizado, preciso correr atrás do prejuízo para não passar fome. Infelizmente.

De qualquer maneira, aí vão algumas dicas e curiosidades para ir melhor na sua próxima entrevista:

Segundo Vera Jardim, do site O Fuxico, detalhes estéticos são levados em conta durante a seleção. A pessoa deve usar uma roupa discreta e limpa, e também precisa estar cheirosa, mas sem muito perfume. Pessoalmente, ela reprova candidatos com muitas tatuagens, piercings, alargadores e cabelo exótico demais. Vera também não gosta de entrevistados prolixos, que se gabam de seus conhecimentos e se acham fantásticos. Perguntar quanto vai ganhar e quais os direitos que tem logo de cara também desclassifica o estudante. Ademais, não é bom ligar e mandar muitos e-mails questionando o resultado do processo.

Olhar no olho, se expressar bem e ser firme são alguns comportamentos imprescindíveis em sua entrevista. Como complemento da seleção, o O Fuxico faz um teste de conhecimento. Vera deu algumas dicas para garantir o estágio: "Estudar, principalmente o português, ler muito sobre tudo, treinar escrever, ser humilde, natural e sincero nas entrevistas."

Já Gustavo Anacleto, da Payleven, acha que o aspirante ao estágio deve vender seu peixe. Em uma feedback pessoal que o recrutador me concedeu, ele disse que não conseguiu enxergar a escritora desse blog durante a entrevista [sim, não consegui o trampo ): ]. Para ele, devemos falar sobre os desafios da faculdade, os projetos que realizamos e também, em casos específicos, sobre como é morar sozinho ou mudar de cidade. Entretanto, Gustavo disse que conhecimentos técnicos, como Corel Draw ou Adobe Photoshop, são bem importantes.

Em uma análise dos processos seletivos, Rosa Decina disse que para cada empresa e vaga é necessário um perfil diferente de estagiário. Ela trabalha há 20 anos com Recursos Humanos e contou que precisamos entender o que a vaga quer de nós. Para trabalhar atrás do computador, eles recrutam pessoas mais quietas, mas se for para um cargo que utilize a comunicação verbal, o candidato deve se descrever com precisão. Mas tudo sem eloquência e com domínio da língua portuguesa, que são boas atitudes genéricas. Outro conselho dado por Rosa é, em uma dinâmica de grupo, demonstrar liderança e trabalho em equipe.

Afinal, para conseguir um estágio tudo que precisamos ser é, basicamente, o Chuck Norris. Não conheço uma só pessoa que domine bem o português, tenha liderança, trabalhe em equipe, saiba usar Corel Draw e Photoshop, consiga se descrever com precisão, não tenha muitas tatuagens, piercings, alargadores ou cabelos exóticos, estude muito, leia muito, seja firme, humilde, natural, conciso, sincero, e, por fim, que saiba qual é o perfil que a empresa e a vaga esperam de você. Porém, continuemos a nadar.

"Essa cidade é um tesão"

6 Comments »



Cris Duarte se denomina "Diretor de Arte Urbano". Não é para menos: ele pedala por São Paulo com uma câmera integrada à sua bicicleta mostrando a arte na cidade. Seu projeto é dividido em três episódios. No primeiro, Cris sai da Vila Madalena e vai a galeria Romero Britto conferir uma exposição. O que ele tem a ver com esse post?

Em certo momento do vídeo, o publicitário afirma que "essa cidade [São Paulo] é um tesão. Essa cidade tem de tudo. Todas as tribos, todas as raças. Você encontra cultura em cada canto da cidade. A arte está até no caos." A partir disso, quebrei meu bloqueio criativo e resolvi fazer um guia para os turistas, os paulistas novatos e os veteranos desligados. Mas eu não sou flâneur o suficiente. Por isso, meu guia é de guias onlines, sites para você pode colocar nos favoritos e visitar quando tiver sem ideias para um bate perna.


Rolet 20Conto
Essa é para você sair com a galera sem voltar para casa falido. Pode ser que você não encontre a melhor comida do mundo, mas vai sair de barriga cheia por um preço honesto (até 20 reais). O guia foi criado por estudantes da minha faculdade (Cásper Líbero), e, apesar da linguagem z0adA, os caras podem realmente salvar o rolê! Confiram o blog e a página no facebook.

Catraca Livre
Todos amam o Catraca Livre. O site deveria ganhar uma medalha de utilidade pública (isso não deve existir) por divulgar cultura acessível por aí. Além das publicações sobre os mais diversos projetos, eles divulgam a melhor agenda da semana de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por exemplo, hoje tem show no Studio SP de graça! Aí sim! Segue o site de sampa.

MADMAG
A MADMAG nasceu como revista impressa. Hoje eles são uma e-magazine abastecida com eventos de cultura, música, moda e baladas. Um detalhe bem legal é que eles adoram aumentar sua equipe de fotógrafos. Você não ganha nada de início, mas já pode fazer um portfólio. Enfim, dá uma passada por quando estiver sem programação.
B.Coolt
A B.Coolt é uma revista online semanal com dicas culturais de entretenimento. O guia é uma alternativa para quem não tem nem dinheiro e nem paciência para assinar o Guia da Folha e o Divirta-se, afinal, você teria que fechar um pacote de toneladas de folhas. A grande diferença é que você terá dicas mais selecionadas, ou seja, atrações mais descoladas. Cadastre-se aqui.

São Paulo para Iniciantes
O site já conta com mais de 10 mil likes no Facebook. E, se você fizer uma breve pesquisa, vai perceber que a maioria dos seguidores não são iniciantes na cidade. Isso porque as dicas do blog são verdadeiras descobertas. Por exemplo, do lado da minha casa tem o melhor restaurante coreano do mundo, o bbq, e eu só fui descobrir isso quando li no São Paulo para Iniciantes.


Culturalmente confuso
O grupo no Facebook não é só legal para saber o que fazer no fim de semana. Lá, você tem a liberdade de divulgar o seu evento e de, quem sabe, arrumar uma companhia para o show daquela banda que só você conhece. Com mais de sete mil membros, o Culturalmente confuso abrange os mais diversos programas, sem restrição de local ou preço. É claro que São Paulo comanda, como sempre. Mas não rola preconceito com a galera de Jacutinga. Entra no grupo.

Ps: amanhã rola a lista oficial dos artistas da Virada Cultural 2013, que acontecerá nos dias 18 e 19 de maio. 

Isadora Couto
(assinei em baixo para não estragar o banner, rs)

Por um futuro sem preconceito

No Comments »

Nathália Giordano

Vovó, um amigo meu disse que na sua época tinha um pastor deputado que era presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. É verdade? E você acredita, Vó, esse meu amigo tentou me enganar dizendo que esse deputado um dia falou que os negros foram amaldiçoados e que as feministas podiam transformar o mundo numa sociedade homossexual. Nossa que loucura, imagina se isso fosse sério... Um pastor racista, machista e homofóbico representando a minoria da sociedade! Hoje mesmo eu aprendi na escola que as feministas batalharam durante muito tempo e por isso o vovô sempre trabalhou com a senhora nas tarefas de casa e também por causa delas que o papai faz o jantar para mim e a mamãe me ajuda com as lições de casa... Pela luta delas que não temos mais chefes de família e temos uma casa onde todo mundo colabora.É verdade que na sua época só as mães que cuidavam dos filhos e também existia muito caso de agressão física contra elas? E também não posso acreditar no meu amigo, porque convivo com muitos colegas negros, estudamos juntos na mesma sala e somos igualmente respeitados. 

Nossa Vó, devia ser difícil viver naquele tempo... esse meu amigo mais velho me contou tanta coisa, mas não acredito que seja verdade! Fiquei sabendo que o aborto era crime, não tinha escola boa para todo mundo, os gays não se assumiam para a família, diziam que eles eram doentes, não tinham amor no coração e semeavam a ruindade pelo mundo, casamento entre pessoas do mesmo sexo não era permitido, os homens ganhavam mais que as mulheres, a quantidade de brancos numa universidade era maior do que a de negros, fumar maconha era crime dos graves, os políticos roubavam o tempo inteiro... Nem lembro mais, ouvi muita coisa maluca num dia só... É tudo verdade, Vó? Ele está me enganando? A tia Jú não ia poder ser casada com a tia Bia? Elas não poderiam ser mães do Léo? Meu melhor amigo Marcos não iria estudar comigo porque ele é negro e estaríamos socialmente separados? A mamãe não ia trabalhar só para cuidar de mim e se trabalhasse ia ganhar menos que o papai só porque ela é mulher? Vó, eu não queria nascer na sua época não....

Você é rico de tempo?

2 Comments »

Isadora Couto

Ontem, durante uma aula da faculdade, minha amiga me disse: "Estamos todos fodidos."


Mesmo que a frase não precisasse de explicações (porque todo mundo se sente um fodido em algum ponto da vida), gostei dos motivos que ela me deu para pensar assim. Nós temos 24 horas no dia. Dormimos 7 horas, no mínimo. Saímos de casa às 7h30 para estudar e voltamos às 19h00 do trabalho, o que tira 12 horas e meia do nosso dia. Sobram 4 horas e meia livres. Acredito que seja essa a rotina da maioria de vocês.

Mas seriam livres as horas gastas com compras no supermercado, banhos, médicos, trocas de roupas, trabalhos para faculdade, leituras obrigatórias, tarefas domésticas, transporte, contas para pagar, e outras coisas que não podemos deixar de fazer? Seriam livres as horas gastas com exercícios físicos, cabeleireiro, leitura de noticiários, dentistas, dar banho no seu cachorro, e outras atividades aparentemente opcionais? Eu não sinto liberdade nesses momentos.

Sinceramente, se você tem apenas dois dias da sua semana para dormir o quanto quiser, comer onde quiser e fazer o que quiser na hora que bem entender, você não é melhor que eu. Afinal, dois dias da semana não é nem 30% do seu tempo de vida. Isso não é vantagem nenhuma. A partir de hoje, o tempo livre é o meu quesito para decidir se alguém tem uma vida pior ou melhor que a minha. Só seremos ricos ou pobres de tempo.

E me diz, quem é o felizardo que consegue viver a vida com 15 horas livres por dia? Esse sujeito não é real mas é o sonho de vida de todo mundo. E ainda falam que sonhar é poder! Então somos todos uns fodidos, que será escravizado pelas atividades chatas do dia. E não adianta dizer que trabalha para poder ser livre um dia, porque quando você se aposentar será escravizado pelo cansaço, pela velhice e pelo bingo no lar de idosos.